NÚMEROS...

 

8 AABB

8 campings

14 hoteis e pousadas

5 hostel

15 Cuchsurfing

1.808m maior altitude

(Morro da Igreja - Urubici-SC)

40°C maior tempertura (Teresina-PI)

-1ºC menor temperatura

(El Chalten, Argentina)

 

 

 

 

gallery/site
gallery/dita

Vulcão Villarrica

Pucon - Chile

Se a vida é uma viagem, quem viaja vive duas vezes!

 Marcelo e Dita pelo Mundo

Dias 1 e 2 - 5 e 6jul2016 - Teresina (PI) a Piripiri (PI) - 168Km dirigidos

 

Saímos de Teresina às 15h36 do dia 05jul2016 e o velocímetro do Piauyssauro marcava 26.280Km. O ar condicionado da caminhonete lutava contra um calor de 37,5 oC. Passamos por Altos, Campo Maior, Cocal de Telha e Capitão de Campos: eram os primeiros quilômetros de nossa tão desejada viagem, percorridos com nosso filho Fábio, que nos acompanhará até o litoral do estado. Em velocidade de cruzeiro, após uma parada para matar a sede e esticar as pernas, às 17h45 chegamos  em Piripiri e fomos direto para o açude Caldeirão, local que fez parte de minha infância.Vimos um belo entardecer, com os raios de sol prateando as tranquilas águas, enquanto saboreamos um prato dos camaões pescados ali.Ficamos apreciando a paisagem até a chegada de meu irmão Alexandre, sua esposa Francilene e os filhos Levi e Laura. Coversamos sobre a preparação do carro e depois fomos até uma churrascaria da cidade para jantar.

Dias 3 a 6 - 7 a 10jul2016 - Piripiri (PI) a São Benedito (CE) - 352Km dirigidos

 

Fizemos a primeira mudança de estados da viagem, rumo ao Ceará, pegando o entroncamento das BR 343 e 222 que ocorre em Piripiri. Nos despedimos de meu irmão Alexandre e seguimos por uma estrada já muito conhecida nossa, afinal de contas a família da Benedita mora na Serra da Ibiapaba, divisa com o Piauí. Passamos por São João da Fronteira (PI), Tianguá, Ubajara e Ibiapina. Paramos para almoçar em um self-service em Tianguá e chegamos ao nosso destino, São Benedito (cidade natal da Dita), às 15h30. Mudou a temperatura, pois às 7h do dia 8/jul nosso termômetro marcou 20°C, isto porque o altímetro indicava 923m acima do nível do mar. Aproveitamos a tarde da chegada para descansar e na manhã seguinte fomos à feira livre, a maior e mais famosa da região, com grande variedade de mercadorias para vender – frutas, verduras, carnes, goma de mandioca, farinha de mandioca, rapaduras, animais, roupas e uma infinidade de outras coisas. À tarde fomos para a padaria do Luiz, cunhado da Benedita, fizemos a colocação do primeiro vídeo da viagem no canal do youtube e o Fábio atualizou o facebook. Também atualizei informações no site e recebi whatsapp de repórter do jornal Meio Norte que solicitou informações para fazer uma matéria. No sábado, 9/jul, pela manhã fomos novamente à feira e à tarde visitamos a Reijers, empresa que produz rosas e outras flores e as distribui para vários locais do país e também exporta. As estufas são muito bonitas e o visual é de encher os olhos. Decidimos ficar o domingo em casa, com a família, pois à tarde assistimos ao jogo França e Portugal, final da Eurocopa 2016.

Dias 7 a 9 -11 e 12jul2016 - São Benedito (CE) a Parnaíba (PI) - 620Km dirigidos

 

Às 6h da manhã o termômetro do Piauyssauro marcava 19,5°C quando saímos de São Benedito. Viagem tranquila, estrada pouco movimentada, mas com serração no trecho até Tianguá, na volta pela CE-187. Descemos a Serra da Ibiapaba por Viçosa do Ceará, onde paramos para tomar um excelente café da manhã na padaria Pão da Vida. Avançamos aos poucos, cruzamos a fronteira e passamos por Cocal e Buriti dos Lopes, até chegar em Parnaíba, onde almoçamos no self-service Flor de Liz. Excelente comida. A tarde fomos na oficina para fazer o rodízio, alinhamento e balanceamento das rodas do carro, que estava com 26.868km. No dia seguinte levantamos cedo e tomamos o café da manhã em uma padaria próxima ao posto Quality, onde estávamos hospedados. Saímos para a casa da Elaine (irmã da Dita) e do Justino para levar D. Luzia para a praia de Atalaia, onde ficamos até 12h e fomos almoçar no mesmo lugar do dia anterior. Após o almoço retornamos ao posto e às 16h fomos até o Castelinho, onde gravamos entrevista com o Darival Júnior, repórter da TV Cidade Verde, que será exibida no jornal das 19h de amanhã, 13jul2016. A noite fomos buscar D. Luzia na casa de D. Vanda e fomos para a casa da Elaine nos despedir.

Dias 10 e 11 - 13 a 15jul2016 - Parnaíba (PI) a Jijoca de Jericoacoara (CE) - 929Km dirigidos

 

Acordamos cedo, tomamos café na padaria ao lado do posto e depois fomos ao supermercado fazer algumas compras necessárias ao prosseguimento da viagem. Na saída do supermercado encontramos a família do Charly, que foi se despedir de nós. Para marcar nossa passagem por Parnaíba fomos até a igreja de Nossa Senhora da Graça, Porto das Barcas e Santa Casa de Misericórdia, local de meu nascimento. Às 13h embarcamos o Fábio para Teresina, almoçamos e depois seguimos para  Jijoca de Jericoacoara, passando por Luís Correia, Chaval, Barroquinha e Parazinho, até chegarmos, áss 17h, no Camping do Tião, e fomos imediatamente apreciar a vista da Lagoa do Paraíso, que fica ao lado. Passamos nossa primeira noite no carro. Na manhã do dia 14jul2016, depois do café, pegamos uma Hylux para Jeri (R$15,00 por pessoa). Destaque para os 10km  de calçamento até a entrada do Parque Nacional, mais 13km pelas dunas, cerca de 30 minutos no total. Lá, procuramos apartamento para dormir de sexta-feira para sábado e fomos ao bar Alexandre, onde ficamos apreciando a bela vista de Jeri. No final da tarde voltamos ao camping e fizemos caminhada na beira da lagoa, registrada por fotos e vídeos. Ao final do dia jantamos e fomos dormir.

Dia 12 - 16jul2016 - Jijoca de Jericoacoara (CE) a Fortaleza (CE) - 1.254Km dirigidos

 

Acordamos às 6h em Jeri, fomos até a igreja fazer algumas fotos e depois tomamos café na padaria da rua principal. Pegamos o transporte na rua São Francisco e voltamos para o camping em Jijoca, que custou R$120,00 pelos quatro dias. Terminamos de arrumar as coisas no carro e quando saímos para Fortaleza já era quase 11h. Seguimos passando por Cruz, Acaraú e depois pela BR420 até Itapipoca, onde paramos para almoçar numa churrascaria. Fomos adiante, até o entroncamento com a BR222 em Umirim. A partir daí a estrada se tornou mais movimentada, com fluxo de caminhões e automóveis que saíam de Fortaleza no início daquela tarde de sábado. Com a ajuda do GPS e algumas informações colhidas de pessoas locais, no fim da tarde chegamos ao shopping combinado para nos encontrarmos com a Helena, amiga da Benedita, para pernoitarmos na casa dela em Maracanaú. Ao chegar na casa e guardar o carro na garagem cedida pelo vizinho, conversamos, tomamos café e depois umas cervejas, até irmos dormir às 23h. 

Dia 13 - 17jul2016 - Fortaleza (CE) a Canoa Quebrada (CE) - 1.420Km dirigidos

 

Levantamos às 5h, banhamos e tomamos  um café da manhã reforçado, com queijo e frutas. Saímos de Fortaleza junto com a Helena pela BR020, com pouco trânsito, afinal de contas era domingo cedo da manhã. Mais adiante, rumo a Aracati, tomamos a CE040, na maior parte do trajeto com pista duplicada e em excelente estado de conservação. Viagem tranquila, com destaque para o grande número de lombadas eletrônicas que controlam a velocidade máxima permitida, a maioria 60km/h. Às 9h chegamos na praia de Canoa Quebrada, que havíamos conhecido há mais de 30 anos. A praia é belíssima e estava com muito movimento de turistas devido as férias de julho. Fizemos as tradicionais fotos nas falésias, principalmente sob a lua e a estrela, símbolos da praia, onde ficamos apreciando a vista até o meio dia, quando subimos a Broadway, rua principal, para almoçar. Após o almoço embarcamos a Helena para Fortaleza e resolvemos ir para uma pousada. Descansamos até o início da noite, quando saímos caminhando pela Broadway para encontrar um lugar a fim de nos alimentarmos.

Dia 14 - 18jul2016 - Canoa Quebrada (CE) a Natal (RN) - 1.788Km dirigidos

 

Dormimos muito bem na pousada Missare, tomamos café da manhã e às 9h30 seguimos pela BR304 com destino a Natal. A estrada estava em excelente estado e chamaram a nossa atenção o grande número de retas enormes, a se perder de vista, as várias cerâmicas e as ultrapassagens irresponsáveis que presenciamos. Chegamos em Mossoró às 10h52, mas apenas paramos para abastecer o carro e cruzamos a cidade. Mais adiante, em Lajes, por volta das 13h, paramos novamente para almoçar uma comida não muito boa em um self-sevice na margem da estrada. Com a ajuda do GPS off-line nos aproximamos de Natal, ainda pela BR304 em obras de duplicação, até chegarmos à AABB às 14h35. Alugamos um apartamento no clube e passamos a noite. Apartamento bom, com ar condicionado, TV por assinatura, chuveiro elétrico, cama box, tudo por R$ 100,00 a diária. 

Dias 15 e 16 - 19 e 20jul2016 - Natal (RN) a Pipa (RN) - 1.922Km dirigidos

 

Levantamos, tomamos café da manhã preparado por nós e pegamos o carro no estacionamento da AABB Natal para conhecer algumas atrações da cidade. Primeiro fomos à Fortaleza dos Reis Magos, forte edificado pelos Portugueses em 1589 para proteger a cidade das tentativas de invasão dos franceses. A construção ainda é imponente e nos fez sentir como em um cenário de filme. Aproveitamos a proximidade para admirar a ponte Newton Navarro, uma bela e moderna  construção que fazia contraste com a antiguidade do forte, tão próxima dele. De lá, fomos até o Aquário de Natal (ingresso R$ 20,00 por pessoa) e pudemos ver de perto tubarão lixa, peixe morcego (que tem pernas), avestruzes, jibóias, jacarés, Pinguins de Magalhães (que estavam no ar condicionado, é claro), hipopótamos e o enorme pirarucu, peixe amazônico. Seguimos adiante e fomos até a praia de Jenipabu, onde almoçamos. Resolvemos voltar e arrumar nossas coisas para seguir até a praia de Pipa, situada no município de Tibau do Sul. Tomamos a BR101, estrada muito boa e duplicada em todo o trajeto, com pouco movimento e uma vegetação muito verde em suas margens, aparecendo as primeiras plantações de cana. -de-açúcar. Chegarmos no Camping das Mangueiras pontualmente às 18 horas. Nos instalamos e fomos logo comprar ovos, frutas e pães para fazer um gostoso café, que tomamos antes de dormir. Assim que nos deitamos começou uma chuva fraca, que deixou anoite ainda mais aconchegante. No dia seguinte, 20/jul/2016, tomamos o café da manhã no Piayssauro, a Benedita lavou a roupa suja e depois fomos caminhando até a prais, a uns 500m. Um senhor nos ofereceu o passeio de lancha para ver os golfinhos (R50,00 o casal) e rsolvemos aceitar. Foi muito interessante, pois nas duas paradas que a lancha fez, vimos em seu habitar pelo menos umas três famílias que estavam próximas ao barco em busca de alimento. Bacana mesmo. Após o passeio, voltamos para o camping e preparamos nosso almoço. Depois de um cochilo nas nossas redes, armadas nas sombras das árvores, fomos até o Chapadão, imenso penhasco na praia para ver o por do sol. Após cair a noite, passeamos pela rua principal de Pipa, a Av. dos Golfinhos, vendo o movimento das pessoas. Destaque para o grande número delas falando em espanhol. Voltamos para o camping, nos alimentamos e fomos dormir. Mais um dia para ficar marcado em nossas mentes para sempre.

Dias 17 e 18 - 21 e 22jul2016 - Pipa (RN) a João Pessoa (PB) - 2.082Km dirigidos

 

Em nosso último dia na Praia de Pipa, resolvemos que após preparar e tomar nosso café da manhã no Camping das Mangueiras iríamos conhecer a Praia do Amor. Subimos a rua do camping e logo ali estava ela, debaixo de um enorme paredão, com o desenho de um coração formado na rebentação das ondas na areia, motivo da praia ter esse nome. Vimos interessantes formações rochosas muito pretas, caminhamos pela areia e depois nos sentamos em uma das barracas para tomar uma água de coco e saborear camarões. Como já era quase 12h, voltamos ao camping, banhamos e seguimos para João Pessoa, via RN008 e BR101. Paramos em Goianinha para almoçar. Dali em diante, novamente pista duplicada, feita de concreto, e em excelente estado de conservação. Chegamos em João Pessoa às 16h, mas as indicações do GPS sobre a localização da AABB estavam erradas e demoramos a encontrar o clube, pois nos deram informações equivocadas. Após falarmos com o Gerente da AABB (Leonardo), que nos recebeu muito bem, como já passava das 17h e não conseguiríamos mais atendimento pela CASSI, fomos até a UPA mais próxima para que a Benedita se consultasse de uma crise de garganta. Na volta passamos no supermercado e na farmácia, tomamos café e fomos dormir. Na manhã da sexta-feira, 22, após nosso café da manhã com leite, pão, queijo, presunto e frutas, decidimos subir a escadaria que leva à Igreja de Nossa Senhora da Penha (150 degraus), que fica em frente à AABB João Pessoa. Na volta , fomos caminhar pela praia (que fica no 'quintal' da AABB), apesar da Benedita ainda estar com muito incômodo na garganta. Na volta, pela praia, vimos um siri muito manso e tiramos fotos dele bem de perto. Depois de banhar e nos arrumar, com  ajuda do GPS fomos para o centro da cidade para almoçar em um self-service. De lá, caminhamos até o Theatro Santa Roza (1889), um dos mais antigos do Brasil e muito bonito. Não pudemos entrar porque estava em reforma. Rumamos então para conhecer a Igreja de Nossa das Neves, a mais antiga de João Pessoa, e mais na frente, o fabuloso convento e igreja de São Francisco (1589/1779), hoje o Centro Cultural de  São Francisco, terceiro seminário mais antigo do Brasil. Fizemos uma visita guiada (R$ 6,00 por pessoa) e o Sr. João forneceu muitas informações sobre o funcionamento da igreja no passado e detalhes das diversas construções que a compõem (capelas, teto etc). Fizemos muitas fotos incríveis e filmagens. Benedita sentiu uma sensação de paz no interior da igreja. Para encerrar, formos até a Igreja e Mosteiro de São Bento, onde também registramos a beleza da construção. Como não poderíamos perder a oportunidade, estando em João Pessoa, para fechar com chave de ouro o dia fomos até o ponto mais oriental do Brasil e das Américas, a Ponta do Seixas. Um detalhe interessante é que lá existe um farol e um monumento para marcar esse ponto, mas ambos não ficam exatamente na última porção de terra das Américas, que está uns 500m adiante, numa “pontinha” dentro do mar. É claro que filmamos essa “pontinha”, porção de terra mais perto da África. Já era quase 18h quando, ali perto, entramos na Estação Cabo Branco de Ciência, Cultura e Arte, um prédio bonito, de vidro e com escada em forma de espiral (projetado por Oscar Niemeyer), e vimos uma exposição de fotos sobre diversos países africanos. Depois fomos até o Shopping Mangabeiras e ao supermercado comprar coisas para comer. Voltamos, nos alimentamos e fomos dormir no nosso carro - detalhe importante: no amplo estacionamento da AABB João Pessoa, a uns 20m da rebentação das ondas -  depois de um dia intenso em que conhecemos locais de grande beleza e relevância.

Dias 19 a 27 - 23 a 31jul2016 - Natal (RN) a Recife (PE) - 2.298Km dirigidos 

 

Saímos de João Pessoa às 9h, pela BR230, até encontrarmos a BR101 novamente, por onde seguimos até Recife, sempre em pista duplicada e em excelente estado de conservação. A viagem foi tranquila e com cuidado passamos por Goiana, Igarassu e Abreu e Lima .  Chegamos em Recife às 11h. Perto da capital de Pernambuco passamos pelas fábricas da Jeep e da Bom Bril, marcas muito conhecidas e prestigiadas. Ao chegarmos na AABB fomos recebidos pelo Gerente Welinton e, depois, pelo Vice-Presidente Social, Madeiro, que nos acolheu de forma excepcional, mostrou todo o clube, conheceu nosso carro e depois almoçou conosco. No início da noite fomos ao supermercado comprar algumas frutas, tomamos banho e nos alimentamos. A AABB Recife completou em 10/07/2016 77 anos e para marcar a data hoje, 23/7, haverá um baile no clube com participação do cantor Almir, ex-The Fevers. Conhecemos o presidente da AABB, Ilo, e o Madeiro nos convidou para ir na festa e sentar na mesa da diretoria, junto com ele, Ilo e D. Adelaide, esposa do Ilo. A festa foi muito animada, dançamos, assistimos ao show do Almir e também nos chamou atenção um casal de professores de dança de salão que se apresentava e um rapaz, que quase ao final do baile fez uma performance de frevo. Fomos dormir às 4h20 da manhã, muito felizes de estar ali e fazer novos e grandes amigos. No dia seguinte acordamos mais tarde, a Benedita foi fazer as unhas no salão dentro da AABB e depois almoçamos no restaurante. Descansamos o restante do dia, afinal de contas estamos ansiosos para na segunda e terça-feira tirarmos o visto para os Estados Unidos. Na segunda-feira, 25, após nos alimentarmos pegamos um taxi e fomos direto para o CASV (Centro de Atendimento de Solicitantes de Visto) fazer a foto e coleta das impressões digitais. Chegamos antes do horário marcado (10h) e perguntamos à funcionária se podíamos entrar. Ela conferiu nossos nomes e disse que já podíamos fazer os procedimentos. Passamos pelo detector de metais portátil, fomos identificados pelos passaportes, fizemos as fotos e as digitais e às 9h20 já estávamos liberados. Resolvemos ir até o centro histórico (Recife Antigo), apesar de não estarmos com celular ou máquina fotográfica, proibidos no CSAV. Descemos do táxi próximo da Basílica e Convento de Nossa Senhora do Carmo (1767), no estilo barroco, com rebuscados entalhes dourados, que está em restauração. De lá fomos até o pátio de São Pedro e Catedral de São Pedro dos Clérigos (1728), que passou por restauração, está com a fachada muito bonita, mas não pudemos entrar porque estava fechada. Caminhamos adiante para chegar na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos (sec. XVII), erguida por escravos e com altares barrocos, mas já sem douramento. Para encerrar a visita às igrejas, nos dirigimos até a Capela Dourada, considerada a mais bonita do Recife, com o teto e paredes repletos de marcantes pinturas sacras. Ela tem altares laterais de cedro foleado a ouro, realmente de beleza singular. Outro aspecto ímpar foram os santos, que ficam em um pequeno museu no pátio central e possuem cabelos humanos, segundo a guia que nos acompanhou doados pelas mulheres que no século XVIII faziam isso para pagar promessas. Almoçamos no centro e saímos caminhando para ver a Torre Malakoff (1855) e a sinagoga mais antiga das Américas (1641), mas ambos estavam fechados porque não era dia de visitas. Voltamos para a AABB, descansamos, nos alimentamos e fomos dormir, pois no dia seguinte às 10h faríamos a entrevista do visto para os Estados Unidos. Finalmente o dia da entrevista: após nos arrumarmos e nos alimentarmos, pegamos um taxi para o consulado. Chegamos às 9h20, entramos na fila (do lado de fora, mas ficamos na sombra de uma árvore), e uma funcionária ia intercalando as pessoas que chegavam, de acordo com a hora do agendamento. Muito organizado. Uns dez minutos depois entramos na parte da frente do prédio, passamos por um detector de metais, como aqueles dos aeroportos. Os seguranças eram educados, mas firmes nas orientações. Descemos uma pequena escada, entregamos os passaportes e sentamos numas cadeiras esperando ser chamados. Entramos no prédio principal, uma casa suntuosa, com portas de metal muito pesadas (eu tinha que abrir para a Dita), e uma funcionária nos orientou a esperar, já próximo aos guichês onde estavam os três entrevistadores. Ouvimos parte das perguntas feitas às pessoas. Uma mulher era professora e parece que teve alguma dificuldade nas respostas e um casal, aparentemente de evangélicos, estava no guichê mais a nossa frente, dando as respostas. Poucos minutos e chegou a nossa vez. Fomos para o guichê da cônsul que parecia mais simpática, uma jovem bonita. Ela nos deu bom dia, pediu os passaportes e perguntou se éramos casados. Respondemos que sim, há mais de trinta anos. Quis saber quantos filhos tínhamos, se eram adultos e se estavam nos EUA ou no Brasil. Respondi rapidamente, sem sequer deixar a Benedita falar, acho que era a ansiedade para conseguir o visto. Perguntou qual era minha profissão e qual a minha renda. Não quis ver nenhum documento e ao final disse que nossos vistos estavam aprovados e desejou boa viagem. Saímos do consulados muito satisfeitos, pois conseguimos nosso objetivo. Voltamos para a AABB de ônibus e almoçamos lá mesmo. Descansamos no carro e no final da tarde fizemos caminhada no parque da Jaqueira, bem próximo da AABB. Na quarta-feira, 27/07, fomos novamente ao centro histórico para rever alguns pontos turísticos que passamos e não pudemos fazer fotos ou filmar porque fomos no consulado Americano. Fomos na Coluna de Cristal, no Museu Sinagoga Kahal Zur Israael (R$ 10,00 po pessoa), compramos bolo de rolo na rua do Bom Jesus e entramos na Igreja dos Homens Pretos, onde vimos e filmamos parte da missa. Depois fomos no Mercado de São José, Na quinta-feira resolvemos não sair porque queríamos fazer a troca das esponjas dos colchonetes compradas no dia anterior e  trocar  a trava da tranca da capota, que estava com defeito. Ainda bem que seu Emanuel, que me vendeu a capota, gentilmente cedeu uma nova para eu trazer na viagem. Fomos  surpreendidos com os email do consulado dos EUA informando que os passaportes estavam prontos. Agendamos para receber amanhã.  A Dita estava certa em insistir que mandássemos fazer as bandeirinhas adesivas em uma gráfica, pois entramos em uma próxima ao Parque da Jaqueira e facilmente mandamos fazer de vários países. Encomendamos as dos estados que passaremos para receber amanhã. Na sexta-feira, 29/julho, acordamos, tomamos café e às 10h fomos no dentista para Dita fazer a manutenção do aparelho. Voltamos e conversamos com o jornalista Amin e seu fotógrafo Diego, responsável pela revista da AABB Recife, que farão matéria sobre nossa viagem. Fizemos fotos ao lado do carro com o Ilo e Madeiro. Nos arrumamos e  fomos até o CASV para apanhar os vistos. Sábado, 30/julho após acordar e tomar banho, resolvemos sair para Olinda e tomar o café lá. Pegamos um ônibus até a Praça do Derby e outro até Olinda. Em Olinda, ao descer do ônibus, um guia nos abordou (Carlos)  e o contratamos (R$ 50,00) . Eles nos mostrou as Igrejas e continuamos subindo as ladeiras, com parada no Mercado da Ribeira, onde tiramos fotos com os bonecos gigates, mas antes paramos na frente da casa do Alceu Valença. Quando subíamos a ladeira para a Igreja da Misericóridia encontramos numa ruazinha paralela um grupo de quatro músicos tocando. Encostamos e pedimos para filmar. O principal músico era o Sr. Nano, que tocava um instrumento de barro, feito por ele. Eles tocaram uma ciranda para nós ouvirmos e ele explicou sobre o instrumento. Continuamos adiante até a Sé de Olinda, principal igreja (todas as demais foram construídas voltadas para ela). A vista de Olinda e de Recife, lá de cima é muito bonita. Dia 31, domingo, após acordamos e nos alimentarmos, tomamos banho (não ficamos nenhum dia sem banho até agora), descemos do apartamento do ilo e arrumamos a bagagem, acreditando que após o almoço sairíamos para Maceió. Por volta das 10h o Madeiro nos encontra no carro, no estacionamento, e o convidamos para colar as bandeirinhas dos estados pelos quais já passamos até agora (Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco). Depois disso, vamos até o restaurante e encontramos o  Madeiro, Ilo e o Sr. Otacílio (ex-funci do banco, com 97 anos), que  estavam nos esperando. Ficamos conversando até às 16h, bebendo e comendo. Depois banhamos e fomos dormir, porque viajaríamos no início da manhã seguinte. Assim encerramos nossa passagem por Recife e Olinda, deixando novos e grande amigos e levando conosco as mais agradáveis lembranças.

Dias 28 e 29 - 1 e 2ago2016 - Recife (PE) a Maceió (AL) - 2.578Km dirigidos

 

Saímos de Recife às 6h, com o GPS of-line programado com o destino para o endereço da AABB Maceió. Mas logo nos primeiros quarteirões a Dita percebeu que o GPS havia travado e não saía da mesma posição. O jeito foi parar o carro em uma movimentada avenida, pois era primeiro de agosto e as aulas recomeçavam naquele dia. Desci e me orientei com alguns taxistas que estavam sentados próximos aos seus carros. Seguimos adiante, com base nas informações deles, e tornamos a parar para perguntar em uma banca de revistas que já estava aberta. Todos foram muito prestativos em ensinar como seguir rumo a Maceió. Fomos devagar, até encontrar a BR101, aí também já com ajuda do GPS of-line do celular da Dita, que estava com pouca carga e luminosidade muito baixa, dificultando enxergar a tela. Novamente a BR101, com suas pistas duplicadas, só que pela primeira vez na viagem com trânsito mais intenso. Em Escada, paramos em posto para tomar café com pão de queijo e empadas. Muito bom. Continuamos pela BR101, em bom estado de conservação e com paisagem muito bela nas margens: eram pequenas colinas verdejantes, na imensa maioria com plantações de cana-de-açúcar a perder de vista. Não demorou muito e depois de Palmares chegamos à fronteira de PE com AL, com seus posto fiscais abarrotados de caminhões, e assim adentramos no sexto estado de nosso trajeto. Já em Alagoas, como o GPS não inspirava segurança e queríamos evitar passar por dentro de Maceió, paramos em uma oficina e nos informamos como chegar em Pescaria pela rodovia do litoral. Assim, deixamos a BR101 e fomos pela AL103 para São Luís do Quitunde (pegamos até o primeiro – pequeno – trecho de estrada de chão, uns 5km), para chegar de fato a avistar o mar ao longe e seguir rumo ao sul, chegando na AABB às 11h15. Por coincidência, quando estávamos na portaria o presidente Saião chegou em seu carro e nos recebeu. Contamos nossa história, mas o Madeiro, da AABB Recife, já havia falado com ele e por isso já estava com a chave do chalé 6 (Praia de Cruz das Almas) para nos entregar e cobrar um preço especial (R$ 120,00) para  dormirmos duas noites. Nos instalamos e fomos andar pela AABB, realmente muito bonita, com 35.000m2 e muitas construções e áreas verdes. Há uma bela passarela que dá acesso ao mar, mas não pudemos passar porque a maré estava cheia. No final da tarde fizemos uma caminhada no campo de futebol e à noite fomos até um mercadinho próximo comprar alguns mantimentos. No dia seguinte, depois de acordar resolvemos fazer uma caminhada pela praia que fica no ‘quintal’ da AABB, a praia de Pratagy, onde fica  a foz do rio do mesmo nome. Caminhamos uns 40 minutos e apanhamos muitas conchinhas. Depois sentamos na praia, na parte que não possui estrutura, e ficamos até o meio-dia (o sol estava encoberto pelas nuvens e a sensação era agradável). Voltamos pela passarela da AABB e fomos preparar o almoço com os mantimentos que tínhamos e os que compramos ontem à noite. Almoçamos, descansamos um pouco e fomos novamente caminhar no campo de futebol da AABB. No início da noite, pegamos o Piauyssaro e fomos até o Parque Shopping, situado na entrada de Maceió. Nos pareceu um shopping novo, semelhante ao Rio Poty Shopping de Teresina Passeamos pelos corredores e compramos algumas peças de roupas que precisávamos. Depois paramos em uma pizzaria na praça de alimentação e comemos uma marguerita (curiosidade: na pizzaria havia uma placa mostrando as distâncias de Maceió para diversas capitais, como Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba -  esta ultima a 3.709Km. Pensamos o quanto ainda vamos viajar até chegar lá, mas de certa forma algo que não nos assusta, pois já rodamos quase a mesma distância de Teresina até aqui. Depois de saborear um sorvete meio artesanal especial – estava uma delícia -, voltamos para a AABB, arrumamos nossas bagagens e fomos  dormir.

Dias 30 e 31 - 3 e 4ago2016 - Maceió (AL) a Aracaju (SE) - 2.910Km dirigidos

 

Levantamos às 6h30, tomamos um reforçadíssimo café da manhã, com cuscuz, leite, frutas e peito de frango, arrumamos as últimas coisas no carro, pagamos a estadia de duas noites no excelente chalé da  AABB e pegamos a estrada novamente, quer dizer, desta vez a cidade, pois tivemos que atravessar Maceió pelo centro. Às 9h estávamos realmente saindo de Maceió. Resolvemos seguir pela AL101, que costeia o litoral,  e passamos próximo da entrada para a Praia do Francês. Fomos até São Miguel dos Campos, quando retomamos a BR101, desta vez com grande tráfego de caminhões e já com muitos trechos de pista simples, apesar de ao lado destes trechos invariavelmente se encontrar feita a duplicação, mas não ser utilizada, certamente pelo absurdo da má administração dos gestores públicos dos estados e do País. O inacreditável é que as pistas duplicadas e não utilizadas (concretagem de uns 20cm) estão se deteriorando enquanto não são ‘inauguradas’ em ano eleitoral. Novamente muitas plantações de cana-de-açúcar são vistas nas margens das estradas, assim como algumas grandes usinas. Passamos por Teotônio Vilela, terra natal do Menestrel das Alagoas, e depois cruzamos a fronteira com Sergipe, o sétimo estado de nossa viagem até agora, passando por Propriá (SE).Muitos caminhões parados nos postos de fiscalização aqui também. Foi emocionante para nós dois a travessia da ponte sobre o Rio São Francisco (muito grande e em obras, travando o trânsito), às 11h45, tão importante para a região Nordeste e repleto de histórias às suas margens. Resolvemos parar em Capela para almoçar. Chegamos em Aracaju às 14h15 e o odômetro do carro marcava 29.190Km, ou seja, percorremos 2.910k de Teresina até aqui. Decidimos procurar o Camping Clube do Brasil, na Praia de Atalaia (R$ 33,90 por pessoa/dia e R$ 8,40 pelo carro). Nos instalamos, banhamos e fomos de carro até a praia (era perto, mas por ser noite não fomos a pé) e participamos do II Festival do Caranguejo de Aracaju. Tinha iguaria de charangueiro de todo tipo, e provamos o pastel e a moqueca (tinha sushi, feijoada, bruscheta e mais uns 20 pratos). Terminamos a noite em um restaurante da praia tomando uma sopa de bacalhau e café com tapioca. No dia seguinte, 04/agosto, porque a Dita acordou muito cedo e não estava se sentindo muito bem, resolvemos passar a manhã no camping descansando (ela dormiu muito em uma rede armada na sombra dos coqueiros, enquanto eu atualizada o diário de bordo e controlava nossas despesas). Saímos de carro do camping às 12h15 e fomos até um supermercado próximo. Do supermercado fomos até o Shopping Rio Mar e almoçamos lá. Depois, pagamos o carro, sempre com o GPS off-line, que às vezes nos confundia, voltamos para o camping, arrumamos nossas coisas em uma caixa plástica que compramos no supermercado (descartamos dois dos depósitos com gaveta que compramos em Teresina. Depois saímos do camping a pé para caminhar na calçada da praia de Atalaia, onde fizemos fotos no carangueijo gigante, no nome de Aracaju e com estátuas de bronze. Voltamos, banhamos e nos alimentamos. Usamos um pouco a precária internet do camping e depois fomos dormir.

 

Dias 32 a 34 - 5 a 7ago2016 - Aracaju (SE) a Salvador (BA) - 3.268Km dirigidos

 

No dia 5/ago, após fazermos algumas fotos no CCB Aracaju, seguimos viagem para Salvador às 7h55, pela SE100, rodovia estadual que acompanha o litoral. Fazia 27 graus e tocava a música Atalhos, de Agepê em nosso pen-drive. Viajamos por alguns quilômetros, e como o combustível estava quase na reserva e não encontramos nenhum posto, resolvi retornar para Aracaju para abastecer o carro. Descumprimos um dos nossos 10 mandamentos (“abastecer sempre o carro, assim que estiver com meio tanque”), pela primeira vez. Que sirva de lição. Voltamos para estrada, já lá pelas 9h, e seguimos por uma via conservada, porém com muitas curvas, ora se avistando o mar, ora dunas, sempre do lado esquerdo. Depois a estrada se afasta um pouco da costa e a viagem fica sem muitas coisas interessantes para ver. Passamos pelo rio Piauitinga e, mas adiante de repente tivemos uma vista incrível: a magnífica ponte sobre o Rio Piauí, com quase dois quilômetros de extensão. Realmente uma belíssima obra de engenharia, com uma vista de cair o queixo para o lado do rio e para o lado do mar também. Ela fica quase na divisa com a Bahia. Fizemos uma parada para tomar café e logo depois, às 10h15, cruzamos a divisa com a Bahia, deixando a SE438 e tomando a BA099, que nos conduziria até Salvador. Foram muitos quilômetros por uma rodovia bem sinalizada e que cortava frequentemente morrotes, um sobe desce constante. Chamou nossa atenção a presença de uma espécie de pinheiro nas margens da estrada, muito frequente. A 54km de Salvador a BA099 fica duplicada e aumenta o tráfego de veículos, afinal de contas era sexta-feira e no litoral norte estão atrações famosas, como a Costa do Sauípe e a Praia do Forte. A alguns quilômetros  de capital bahiana pagamos nosso nosso primeiro pedágio (R$6,00). Como não conseguimos falar com o Fábio para saber se tinha alguma oferta de CS.resolvenos, assim que entramos em Salvador, às 12h45, com o odômetro marcando 29.548Km, parar no Salvador Norte Shopping para almoçar. Decidimos ir para o Camping Ecológico de Itapuã, na praia de Stella Maris, região norte da cidade. Ficamos decepcionados e horrorizados com o estado de conservação do camping: sujo, visivelmente abandonado e em questão com a Prefeitura, que quer desapropriar o terreno. Mesmo assim, como pagamos uma diária na chegada (e outra antecipada), resolvemos ficar. Banhamos e saímos para jantar,em um restaurante próximo. onde pudemos assistir à abertura da Olimpíada 2016 no Rio de Janeiro e tivemos um atendimento dos garçons impecável. Na manhã de 6/ago, decidimos deixar o camping e alugar um chalé na AABB Salvador para as noites de sábado e domingo. Fomos até o Pelourinho, caminhamos pelas ladeiras, fizemos fotos do ensaio de grupo que estava ensaiando com batuque semelhante ao do Olodum e seguimos para a região das igrejas, que estavam todas fechadas. Mesmo assim tiramos fotos das fachadas. Fomos então até o Elevador Lacerda, descemos e visitamos o Mercado Modelo. Já estava quase escuro quando voltamos pelo elevador, paramos para comer acarajé e tirar fotos  de baiana e baiano  e filmamos um grupo que se apresentava tocando samba. Muito legal. Na manha seguinte, domingo, dia 7/ago, ficamos no chalé descansando e atualizando as informações relacionadas à nossa viagem.

Dias 35 e 36 - 8 e 9ago2016 - Salvador (BA) a Ilhéus (BA) - 3.882Km dirigidos

 

Estávamos prestes  a fazer o nosso maior trecho  de estrada em um só dia, cerca de 480Km entre Salvador e Ilhéus, no sul da Bahia. Por isso, acordamos na segunda-feira, 8, muito cedo, às 5h, com a ideia de sair logo para pegar pouco trânsito, superar as dificuldades de saída da cidade com o GPS e chegar  menos cansados  no destino. Mas as coisas não foram bem desta forma. Quando deixamos a AABB já eram 6h06 e, seguindo o GPS off-line iniciamos a epopeia de deixar uma cidade grande de carro. Segue daqui, dobra dali, e novamente vimos que estávamos rodando em círculo e o tempo passando, sem deixar Salvador. O jeito foi parar e perguntar a uns caminhoneiros que estavam conversando, já quase nas proximidades da BR324, sentido oeste, que nos informaram exatamente como fazer. Vencido o desafio de ‘achar’ a estrada, a via estava muito movimentada, afinal de contas era segunda-feira pela manhã, mas as pistas duplicadas (pagamos dois pedágios, cada um de R$ 2,10), permitiram uma viagem tranquila, com direito a uma parada a uns 50Km da saída em um café, na margem da rodovia – lugar sofisticado, decorado com antiguidades e preços salgados, mas muito aconchegante e bonito. Seguimos na BR324, até o entroncamento com a BR101, pois decidimos retomá-la para rumar para o sul, mesmo sabendo que neste trecho não está duplicada e que aumentaria significativamente o tráfego de caminhões. E foi o que aconteceu. Mas temos que destacar que a via está em perfeito estado, podendo ser até elogiada, embora se torne perigosa quando mais adiante atravessa uma região com muitos ‘morrotes’, já que fica repleta de curvas (uma após outra) e os motoristas insistem em andar em alta velocidade e fazer ultrapassagens arriscadas. Chamou nossa atenção a imensa quantidade de bananas à venda nas margens da estrada e as plantações de banana que pudemos ver. A 80Km de Ilhéus paramos em uma fazenda de cacau que possui um restaurante para almoçar: grata surpresa, o Casarão de Pedra, de muito bom gosto, ricamente decorado, oferece comida de primeira categoria, doces inigualáveis e tudo a um preço dentro do que se pode chamar de normal. Seguimos até Itabuna e mudamos de rodovia, pegando a partir dali a BR451. A 25Km de Ilhéus registre-se que o Piauyssauro atingiu a marca dos 30.000Km rodados, o que nos fez planejar desde Salvador providenciar essa revisão no Berço do Cacau. Registramos esse momento com uma foto do painel. Chegamos na cidade às 15h40, com o velocímetro marcando 30.162Km, e fomos direto a uma agência do BB conseguir o celular do presidente da AABB, mas não fizemos contato e decidimos ir até o clube, que estava com a Secretaria fechada. Lá, conversamos com o professor da escolinha de futebol (Cléber, que foi músico e tocou em Corrente, S. Raimundo Nonato, Floriano e Picos), que nos indicou uma pousada na cidade com preços em promoção. Fomos até lá e nos instalamos (R$ 90,00 o casal). Saímos para comer uma pizza e voltamos para descansar e dormir. Na manhã seguinte (terça-feira, 9ago2016), levamos o carro para a revisão na autorizada da VW e fomos para o centro histórico. Conhecemos a Igreja de São Sebastião, o bar Vesúvio (comemos o famoso quibe do personagem Nacib e pastel árabe com coalhada)  e o Bataclan (almoçamos lá e conhecemos a réplica do quarto de cafetina, Maria Machadão), esses dois últimos imortalizados na obra Gabriela Cravo e Canela, de Jorge Amado. Aliás, também estivemos na casa onde o escritor cresceu, fizemos fotos e filmes. Na frente da igreja presenciamos uma manifestação de índios da região contra a invasão de suas terras. No final do dia voltamos à VW para receber o carro, compramos pães, queijo e iogurte no supermercado, nos alimentamos e fomos dormir.

 

Dias 37 a 40 - 10 a 13ago2016 - Ilhéus (BA) a Porto Seguro (BA) - 4.223 Km dirigidos

 

Deixamos a pousada às 9h35, após tomar o café da manhã e arrumar toda a bagagem novamente no carro, que tinha sido retirada para levar o Piauyssauro para a revisão. Seguimos sentido Itabuna, pela BR451, até voltarmos para a BR101, que no trecho Itabuna-Eunápolis possui um impressionante número de curvas,  encontramos uma quantidade cada vez maior de caminhões, o que se explica devido à ligação com o sudeste do país. Paramos em um posto em Eunápolis e comemos pela primeira vez na viagem um PF (R$15,00 por pessoa). Lá, mudamos novamente de rodovai, e agora pela BR415 fizemos os cerca de 60km até Porto seguro, em um asfalto impecável. Não tivemos dificuldade de encontrar o camping, que fica na praia de Mundaí (R$ 28,00 por pessoa), possui uma estrutura fantástica, com piscina, academia, sala de jogos, várias salas confortáveis com sofás e redes, TV 40’’ e muito mais. Por isso mesmo, ele está repleto de moto-homes (mais de 10). Nos instalamos e fomos até a praia, do ouro lado da avenida, e tomamos duas cervejas bem geladas para descansar da viagem. Depois fomos no supermercado, compramos algumas coisas, nos alimentamos, assistimos um pouco o jogo Brasil e Dinamarca pelas Olimpíadas 2016 e fomos dormir no Piauissauro. No dia seguinte pegamos um ônibus em frente ao camping e fomos conhecer o centro hitórico de Porto Seguro. Descemos na praça com estátua de Cabral e subimos a pé. Conhecemos a Igreja de Nossa Senhora de Pena  (1535) por fora (fechada) , a Casa de Câmara e Cadeia, de 1772, que abriga o Museu de Porto Seguro (R$ 5,00 por pessoa), com objetos indígenas, documentos (réplicas) da época do descobrimento e vídeos sobre a colonização, o Farol (1907) e o Marco do Descobrimento, supostamente de 1503. Almoçamos num pequeno shopping no centro, onde comemos bobó de camarão e tomamos licor de biribiri. Uma delícia.. No final da tarde caminhamos na praia de mundaí, nos alimentamos e fomos dormir. Na sexta-feira, 12, após lavarmos nossas roupas, pegamos o carro e fomos até Santa Cruz de Cabrália (23km). Subimos, de carro, até o Centro Histórico, entramos Igreja de Nossa Senhora da Conceição (séc .XVII), na Casa de Câmara e Cadeia, abrigou a primeira intendência do Brasil, prédio do século XVIII e ruínas do século XVIII de construção não identificada. A vista do platô é muito bonita e fizemos fotos e filmes. Depois fomos até a barraca Macuco,bem na placa da entrada da cidade, onde almoçamos e ficamos até às 16h, sem banhar porque estava fazendo um vento frio. No sábado, mesmo com o dia encoberto, fomos até o Memorial da Epopeia do Descobrimento (R$ 15,00 por pessoa). O guia conduziu o grupo, e explicou, primeiro, na sala dedicada aos portugueses, com gravuras dos navegadores Gil Eanes, Bartolomeu Dias, Vasco da Gama e Cabral. Depois, fomos até uma oca (reprodução da real), de palha, com cerâmicas, artefatos de batalha, cestarias e gravuras. Mesmo com a chuvinha mais forte, fomos adiante ao ponto alto do Memorial, que é uma réplica em tamanho real da "Nau Capitânia", barco de Cabral, muito interessante. Subimos no barco, passando por seu porão, enquanto o guia explicava que nela ficavam os marinheiros, sacos de biscoitos e animais vivos, que serviam de alimentos. Dos 100 homens embarcados, a maioria morria de doenças. Fizemos muitas fotos e filmamos a nau. Terminada a visita, fomos até Porto Seguro e fizemos a travessia para  Arraial D’Ajuda (R$ 28,00, carro e pessoas). Seguimos pela BA001, muito sinuosa e com descidas e subidas enormes, o que tornava as curvas ainda mais perigosas. Fizemos o trajeto de 28Km e chegamos em Trancoso às 12h30. Fomos imediatamente almoçar em um self-service e, depois, fui cortar o cabelo (R$ 12,00), primeira vez na viagem. Resolvemos então ir até o Quadrado, região em Trancoso onde fica a Igreja de São João Batista e, em seus lados, vários restaurante, artesanatos e outras ‘casinhas’ coloridas, daquela época, o que dá o charme do local (dizem ser mais bonito a noite). Fizemos fotos, inclusive da vista, na beira da falésia, e também da igreja e das casinhas. Como já eram 16h, voltamos pela mesma estrada para Arraial D'Ajuda, a fim de pegar a balda para atravessar o rio Brunhém e chegar no camping Mundaí antes de escurecer. Vimos um belo por do sol enquanto estávamos na balsa. Arrumamos nossas coisas, jantamos macarrão com filé de frango, feito na cozinha do camping, e fomos dormir no apartamento alugado por uma noite (R$ 88,00).

Dias 41 a 43 - 14 a 16ago2016 - Porto Seguro (BA) a Prado (BA) - 4.580 Km dirigidos

 

No domingo, 14/8/2016, após nos despedirmos do Sr.Paulo, que estava com o motorhome do nosso lado antes de mudarmos de lugar no camping Mundaí, saímos para Prado às 9h30. Novamente o GPS do meu tablet não funcionou (os dois, GPS Brasil e Mapsme) e nos guiamos novamente pelo GPS Brasil do celular da Dita. Seguimos até Eunápolis, apara voltar para a BR101, rumo sul, com muitas curvas e elevações, estrada perigosa, mas com pouco movimento, por ser domingo de manhã e Dia dos Pais. Em Itamaraju deixamos a BR101, e destacamos que nesta cidade finalmente pudemos encontrar farta sinalização indicando o caminho para Prado, o que não vimos em Arraial d’Aajuda e Trancoso, por exemplo. Após uns 50km pela BA451, com muitos remendos, chegamos em Prado o nos informamos onde tinha um self-service para almocar. Após comermos, fomos até o camping Fruta Côco, que estava fechado, e um outro, que só aceitava motorhomes, por não dispor de banheiros. Então tivemos mesmo que ir para o CCB de Prado, a 7km da cidade por uma estrada de chão muito ruim, com buracos e costelas de vaca. Fomos bem recebidos pelo guarda-camping Paulinho e escolhemos o melhor lugar para estacionar o Piauyssauro, a poucos metros da rebentação, próximo de quatro MH, três brasileiros e um suíço. Fomos então caminhar pela praia, que é ainda muito selvagem, mas antes a Dita e eu experimentamos a castanha de cacau torrada, pela senhora arrendatária do restaurante do CCB, que tem o gosto do chocolate meio amargo. Na volta banhamos, tomamos nosso café com pão, leite e frutas e ficamos assistindo na pequena TV do camping as provas da Olimpíada 2016, até irmos dormir. A noite foi ruim, pois lá pelas 3h da manhã sentimos muito frio e quando amanheceu a Dita viu que o teto da capota estava suado por dentro, quase pingando. No dia seguinte (15) depois do café se aproximou de nós um capixaba chamado Fenoi, que estava no camping em um grande truckhome, novo e muito bem equipado. Ele nos deu muitas dicas sobre as duas viagens que fez a Ushuaia e disse que conhece pessoalmente o Roy e a Michele do Mundo por Terra. Saímos para caminhar pela praia e fomos até o final das felésias que ficavam perto do camping e voltamos. Devido a má noite anterior, resolvemos procurar uma pousada em Prado. Ficamos na pousada Silvenina por duas noites (15 e 16/8, R$ 200,00). Na primeira noite fomos até o Beco das Garrafas e comemos um pizza (a pior de nossas vidas, e cara), voltamos e dormimos. Na terça-feira 16,almoçamos em outro self-service, ao lado da Igreja, muito bacana, numa casa antiga reformada e com excelente comida, antes de ir aos bancos, e depois voltamos para a pousada, para um pouco mais tarde irmos caminhar na avenida central da cidade. Fizemos fotos da Igreja de Nossa Senhora da Purificação, no Beco das Garrafas e Cais, para ver se pegava o por do sol. Passamos no mercado para comprar frutas para nosso café noturno na pousada. O curioso é que ali encontrei e comprei uma garrafa do vinho Postales del Fin del Mundo, vinho que tomamos na Argentina no dia de nossas Bodas de Ouro. Tomamos café, banhamos e fomos dormir.

Dias 44 e 45 - 17 e 18ago2016 - Prado (BA) a São Mateus (ES) - 4.850Km dirigidos

 

Tomamos o café da pousada, arrumamos a bagagem no carro, e voltamos para a estrada, com o odômetro do Piauyssauro marcando 30.888Km. Fizemos uma rota diferente e não voltamos para a BR101 inicialmente. Seguimos cada vez mais ao sul da Bahia, via BR418, para somente depois retomar a BR101. Vimos que a vegetação mudou, pois mais ao norte da Bahia, entre Salvador e Ilhéus, cruzamos até uma parte de Mata Atlântica. Agora, predominam galhos mais secos e a terra também parece bastante seca, sem indícios de chuvas há muitos dias. A estrada segue meio ruim, com muitos remendos, mas depois fica excelente, recém recapeada, até o entroncamento com a BR101. A partir daí, devido ao plantio de eucaliptos que existe em enorme quantidade nas margens da estrada, encontramos vários caminhões longos, carregando troncos, todos com 27,7m de comprimento. Não demorou muito e às 12h chegamos à fronteira com o ES, que não foi identificada por nós, pois não vimos placa indicativa, apenas um pedágio. Como já estávamos com fome, decidimos parar em Pedro Canário, em um posto de combustíveis, para almoçar. Mantivemos contato com o Diego enquanto víamos parte do jogo Brasil x Honduras (futebol masculino) na Olimpíada do Rio. Voltamos para a estrada e após chegar em São Mateus paramos no estacionamento do supermercado para encontrar e conhecer o Diego. Após nos conhecermos e o acompanhamos até sua casa, ficamos conversando, brincando com a cachorrinha delas, a Penélope,  e tomando vinho de jabuticaba, que ele tinha comprado em recente viagem que fez a Santa Tereza (ES), cidade serrana e produtora de vinhos. Gosto diferente e muito bom. Lá pelas 20h sua esposa Jennifer chegou, nos arrumamos e fotos Guriri, a praia mais movimentada de São Mateus e com grande estrutura de bares e restaurantes. Tomamos chopp, comemos polenta com carne grelhada, e voltamos para dormir perto da meia-noite. Na manhã seguinte voltamos a Guriri, agora para ficar uma hora na areia da praia, num guarda-sol, enquanto Dita e diego tomavam umas cervejas e eu um côco. De lá fomos almoçar num self-service perto, na praia, e voltamos para a cidade. Mais tarde a Dita foi preparar uma janta para nós e fiquei fazendo companhia a ela na cozinha. Jantamos e quando a Jennifer chegou tomamos o vinho que tínhamos trazido de Prado.

 

 

Dias 46 a 54 - 19 a 27ago2016 - São Mateus (ES) a Vitória (ES) - 5.168Km dirigidos

 

Depois de tomarmos café da manhã e nos despedirmos dos nossos novos amigos, às 8h35 deixamos São Mateus debaixo de uma chuva muito fraca. A BR101 cruza a cidade, então logo retomamos a via mais percorrida por nós até o momento. Como o tráfego de grandes caminhões com eucalipto só aumentava e eram muitos os automóveis, e também porque o Diego nos recomendou, já que veríamos belas paisagens, em Aracruz deixamos a BR101 e seguimos pela ES445 até o entroncamento com a ES010, com seus infinitos remendos no asfalto. Inicialmente vimos muitas plantações de eucaliptos e, depois, um grande fábrica de celulose e um porto muito bacana, com grandes guindastes. Por volta das 13h, quando passamos em frente a uma churrascaria, a Dita pediu para encostar para usar o banheiro, mas ficamos logo para almoçar. Bela escolha: comida de excelente qualidade, atendimento impecável e almoço com vista para a praia, a apenas uns 50m. Voltamos para a ES010 e devagar chegamos em Serra (ES), onde fica a AABB Vitória. Fomos muito bem recebidos pela Andréia, que disse estar o presidente ausente, mas que poderíamos logo nos instalar no camping, onde já estão estacionados 6 motorhomes e 1 trailer. Todos sem nenhum ocupante. Fomos até Jacaraípe, comunidade próxima, na ES010, e fizemos compras no supermercado: frutas, pão, leite, queijo, presunto, verduras e repelente (tem muita muriçoca). Colocamos o carro entre dois MH, ligamos nossa luz e ficamos sentados usando uma mesa e duas cadeiras da AABB, a Dita fazendo tricô/usando o facebook e eu atualizando o Diário de Bordo.

 

Dia 55 - 28ago2016 - Vitória (ES) a Rio das Ostras (RJ) - 5.884Km dirigidos

 

Depois de nove dias no camping da AABB Vitória (R$275,00), resolvemos sair bem cedo para Rio das Ostras (RJ) e às 7h40 já estávamos em Serra (ES), na BR101, com o odômetro do carro marcando 31.742Km e a temperatura 23oC. Calibramos os pneus do carro e seguimos pelo centro de Vitória, com trânsito calmo de domingo, até chegarmos na Reta da Penha e passarmos para Vila Velha pela Terceira Ponte. Baseados no Maps.me de meu tablet fomos pelo centro da cidade e nos dirigimos para Gurapari, via ES060 (Rodovia do Sol). Estrada duplicada neste trecho, mas com muitos pedágios. Aliás, nesta viagem de hoje pagamos cinco pedágios no total (R$23,40), sendo o mais caro R$8,50 na BR101.Passamos pelo anel viário de Guarapari e seguimos, até ficarmos parados mais de 30 minutos em uma grande fila de carros, próximo de Iconha, por causa de um acidente com um caminhão dos Correios. A partir deste trecho nos causou surpresa a aridez que observamos nas margens da estrada, tanto no sul do ES como após entrarmos no RJ. Vieram Rio Novo do Sul e a entrada para Cachoeiro do Itapemirim, cidade natal do cantor Roberto Carlos, e já no RJ Campo dos Goytacazes, que cruzamos pelo centro, com muito movimento, já por volta do meio dia. A partir dali, uma BR101 em pista simples, mas com vários trechos da duplicação já concluídos, embora ainda não utilizados, da mesma forma que relatamos em nossa passagem pelo Nordeste, assim como muitos com obras para a duplicação, até que finalmente se inicia o trecho realmente com pistas duplicadas. Ficamos em dúvida se já havíamos passado da entrada de Macaé e paramos em um posto da concessionária da rodovia para perguntar, onde encontramos com um servidor da Vivo que estava lá e nos informou com precisão qual o Km da BR101 onde deveríamos deixa-la e tomar a RJ162 até Rio das Ostras. Chegamos tarde, já por volta das 15h, e fomos direto para a orla para almoçar em um self-service. Depois do almoço localizamos o Hotel Tríade (R$ 90,00), uma construção que se parece muito com aquelas casas mal-assombradas dos filmes americanos, que está muito deteriorado e mal-cuidado. Mesmo assim, resolvemos ficar e usar nossas frutas, pão e leite para nos alimentarmos e a internet para atualizar o site.

Dia 56 e 57 - 29 e 30ago2016 - Rio das Ostras (RJ) a Arnação dos Búzios (RJ)- 5.935Km dirigidos

 

Resolvemos sair do hotel em Rio das Ostras, pois tivemos uma noite péssima devido ao estado dos colchões e do forte cheiro de mofo no quarto. Após tomarmos café com as poucas coisas que ainda tínhamos trazido no carro, reservamos pela internet uma diária na pousada Mirante de Geribá (R$90,00, por ser segunda-feira e baixa temporada), em Armação dos Búzios, e pegamos a estrada novamente. A pista é simples e muito movimentada de automóveis, pois tem habitação em suas margens quase o tempo todo. Ao chegarmos em Búzios, tivemos dificuldade para localizar a pousada, pois a rua tem a numeração fora de ordem. Por sugestão da Benedita, depois de parar e perguntar a várias pessoas, chamar no número 18 sem resposta, fomos rua abaixo, até perto da praia de Geribá, e finalmente achamos a pousada, que fica em uma ex-residência, ainda com a parte superior e a piscina inacabada, em um local bastante alto (daí o nome da pousada), com uma bela vista para a baía da praia. Fomos muito bem recebidos pelo Nicolas, o argentino que é dono da pousada junto com a mãe. Ficamos em uma suíte bacana, no primeiro andar, com muita construção em madeira e vidro, assim como em quase toda a pousada. Ambiente limpo e organizado, com muito bom gosto e até algum requinte. Muito boa mesmo. Após nos instalarmos, fomos almoças em um self-service próximo, cuja comida era, digamos, normal. De lá fomos direto para a praia, que fica muito perto, cerca de 100m, e ficamos em um guarda-sol com cadeiras, bem na rebentação do mar, tomando cervejas (R$10,00 o latão) e caipirinhas (R$15,00) de laranja da Pérsia (deliciosa) e abacaxi. Várias gaivotas ficaram passeando e sobrevoando o local, muitas vezes bem próximo de nós. Fizemos fotos e filmes dos pássaros e da praia. Mais tarde voltamos para a pousada, nos arrumamos e fomos de carro para a orla do centro, na famosa Rua das Pedras, por onde passeamos no início da noite, indo até a Orla Bardot para fazer fotos na estátua da Brigitte Bardot. No final do passeio, comemos uma deliciosa pizza na região da Rua das Pedras, acompanhada de generosíssimas doses de rum Bacardi. Tudo muito gostoso, apesar do vento intenso, que aumentava a sensação de frio. No dia seguinte, terça-feira 30/8/2016, decidimos adiar a ida para Teresópolis e ficar mais um dia na pousada de Búzios, pois o tempo estava agradável e com sol. O visual de cima da pousada era incrível! Após o bom café da manhã, saímos caminhando pela praia de Geribá e fomos até a praia Ferradurinha, pequena e com águas muito calmas, mais parece uma piscina. Subimos nas pedras para fazer fotos e filmes. Depois voltamos para nos sentar nas cadeiras de praia e ficamos conversando e tomando umas cervejas, até que a Dita resolveu banhar na praia. Eu fiquei nas cadeiras, pois achei que água era fria. Fomos novamente almoçar no mesmo selv-selfice de ontem e voltamos para a pousada. Por volta das 16h, pegamos o carro e fomos até o Mirante João Fernandes, mas o vento estava quase insuportável e demoramos pouco lá, apesar da vista ser muito bonita. Novamente voltamos para o centro e deixamos o carro em frente à conveniência do posto Ypiranga que tínhamos deixado na noite anterior (sem pagamento, pois o estacionamento próximo cobrava R$20,00) e fomos caminhar pela Rua das Pedras e vizinhas. Vimos o entardecer do pequeno cais que serve aos barcos de passeio e ficamos vendo vitrines nas ruas, com parada para apreciar um fusca transformado em balcão para drinks, que piscava as luzes e tinha som. Bem interessante e registrado em fotos e vídeos. No final da  noite, encostamos em uma padaria para tomar um café com leite e pão quente na chapa. Voltamos para o pousada para arrumar nossas coisas, atualizar as informações na internet e dormir.

 

Dia 58 a 60 - 31ago2016 a 02set2016 - Armaçõ dos Búzios (RJ) a Teresópolis (RJ) - 6.168Km dirigidos

 

Tivemos uma excelente noite de sono, ajudada pelas boas condições da pousada, com colchão de primeira e ar condicionado. Após banho quente, descemos e tomamos novamente um bom café da manhã (pão, leite, café, queijo, presunto, suco, chá, frutas, cereais etc). Ficamos conversando com o Nicolas, que passou alguns anos viajando/trabalhando pelas Américas do Sul e Central, de mochila. Uma história bem interessante. Fizemos fotos e vídeos com ele. Lá pelas 11h, deixamos Búzios e seguimos pela BR124, pelo litoral, por Cabo Frio, São Pedro  da Aldeia e Araruama, até chegar em Rio Bonito, onde retomamos a BR101 (com pistas duplicadas, muito boas, onde pagamos nosso pedágio mais caro até agora (R$11,50) . Paramos na entrada de Rio Bonito para almoçar (R$55,90), comida boa e em quantidade, tanto que levamos para almoçar no dia seguinte na AABB Teresópolis. Depois de Rio Bonito, ainda na BR101, passamos por Magé (muito movimentada, principalmente de caminhões) e Tanguá, até pegarmos a RJ493, muito estreita, sem acostamento e com buracos próximo de Guapimirim. Mas aí pegamos a BR116, com pistas duplas e, na subida da serra, com 3ª. pista para veículos mais lentos. Teve inicialmente uma chuva fraca na subida da serra e muita neblina, a ponto de às vezes dificultar bastante a visibilidade. Assim que chegamos em Teresópolis, a chuva ficou intensa, muito forte, pois tivemos que ficar cerca de 20 minutos no carro no estacionamento da AABB esperando ficar mais fraca. Descemos e nos instalamos na suíte, com banho quente, pia com água quente e cama confortável, além de várias cobertas para aquecer do frio (fazia 17º). Nos agasalhamos e saímos de carro para tomar um bom café quente em uma padaria no bairro próximo, para depois ir até o supermercado comprar água e queijo. Voltamos a tratamos de dormir para descansar da viagem, pois estava cada vez mais frio. No dia seguinte, 1 de setembro, após tomarmos o bom café da manhã incluído na diária da AABB, pegamos o carro e fomos até a Vista Soberba, pela BR116, no intuito de ver o Pico Dedo de Deus, mas chegando lá haviam muitas nuvens, impedindo sua vista. Resolvemos esperar um pouco no Centro de Atendimento ao Turista que fica no trevo rodoviário próximo, para ver se as nuvens se dissipavam. Mesmo depois de quase uma hora, nada pudemos ver. Voltamos para a AABB e almoçamos a comida que tínhamos trazido de Rio Bonito para, mais tarde, sair caminhando até a região do supermercado mais próximo, cerca de 20 minutos, e ficamos vendo vitrines e passeando no shopping, até ficar um pouco mais tarde, para tomar novamente café na mesma padaria de ontem. Voltamos para a AABB, assistimos TV, tomamos um vinho e fomos dormir. Na sexta-feira, 2, após o café da manhã, como o dia estava com sol, decidimos ir novamente até a Vista Soberba, na expectativa de ver o Dedo de Deus. De fato vimos a pedra, no trajeto, ainda na BR116, mas chegando na Vista encontramos novamente muito nevoeiro, o céu encoberto e sem condições de visibilidade. Novamente resolvemos esperar para ver se o tempo melhorava, tiramos fotos na estátua da Rainha Teresa Cristina, que dá nome à cidade, conhecemos o Alexandre do Vinil, do Rio de Janeiro, que sempre passava as férias quando criança em Teresópolis, e estava de bicicleta para descer a serra. Novamente o tempo não melhorou, e como havíamos recebido ligação do Vinícios Quixabeira, da VW São Paulo, em virtude do barulho que estava fazendo quando se pisava no freio. De lá, voltamos pelo centro da cidade e paramos no Shopping do Alto, onde almoçamos, e seguimos a pé até a Igueja de Santo Antonio, onde fizemos fotos. Voltamos na AABB para deixar algumas coisas do carro para depois levá-lo na Eurokraft, concessionária da VW de Teresópolis. Fomos atendidos pelo Cláudio,chefe da oficina, e pelo mecânico Roberto. Pedi para acompanhar o serviço e recebi muitas informações do Roberto, que arrumou as pastilhas de freio trocadas na revisão em Ilhéus (BA), limpou o tambor e lonas dos freios traseiros, regulou o freio de mão e apertou várias porcas por baixo do carro, além de dar uma geral, olhando tudo por baixo do carro e pelo motor, para ver se havia algum indício de algo danificado e nada encontrou. Fez um excelente trabalho e ainda se colocou a nossa disposição para ajudar, via e-mail, caso tenhamos alguma necessidade durante a viagem. Ao final, pedi ao Cláudio para falar com o gerente e ele não cobrou pelo serviço, sendo uma cortesia da Eurokraft para nós. O procurei e agradeci pessoalmente. Voltamos para a AABB e arrumamos nossas coisas para viajar amanhã para Petrópolis. Tomamos café com as coisas que ainda tínhamos no carro e com pães que compramos no centro.

 

Dias 61 e 62 - 3 e 4set2016 - Teresópolis (RJ) a Petrópolis (RJ) - 6.232Km dirigidos

 

Como era sábado, 3/set/2016, e tínhamos que deixar a AABB Teresópolis até às 12h, tomamos o excelente café do seu Floriano mais tarde e resolvemos não sair, mas sim atualizar o site da viagem, facebook e fazer alguns contatos para ver se conseguiria couchsurfig para os próximos destinos. Vi no CS uma pessoa de Paraty que tinha o Whatsapp, o Rafael, enviei uma mensagem para ele, que concordou no mesmo instante em nos hospedar de 5 a 7/set. Enviei também um whats para a Atma, de Ubatuba, que também concordou com os dias 8 a 10/set. Lá pelas 11h30 saímos com destino a Petrópolis, por uma estrada até então desconhecida para nós, com muitas subidas e descidas, típica de serra, muitas paisagens bonitas, tanto é que nosso altímetro marcou 1.158m em um determinado ponto. No meio do caminho paramos em um mirante para apreciar a vista. Seguimos, e na entrada de Petrópolis, paramos no distrito de Itaipava, que dá nome à cerveja, e almoçamos em um self-service. Utilizando o GPS às 15h deixamos o carro em um estacionamento próximo ao prédio do endereço da Rosamarina, nossa host do CS para sábado e domingo. Chamamos no interfone e a mãe dela, Ivone, veio nos atender, com muita cordialidade e simpatia. Subimos, ficamos conversando, e depois fomos ver qual a melhor opção de estacionamentos próximos era a melhor para deixar o carro no final de semana. Não demorou muito a Rosa chegou do Rio e nos conhecemos pessoalmente. Ficamos conversando os quatro, contando nossas histórias, até que por volta das 19h chegou o pai dela, o José Carlos, que é professor de biologia no Rio de Janeiro. Nos demos muito bem, ficamos conversando alegremente na cozinha enquanto tomávamos café. As conversas foram tantas que fomos dormir quase 1h da manhã. No dia seguinte, domingo, após o café da manhã fomos a pé na companhia da Rosa até a frente do Museu Imperial. Ela nos deixou e entramos (R10,00 por pessoa) para conhecer o acervo, devidamente calçados de pantufas e sem poder fazer fotos ou filmar (havia muitos seguranças). Passamos por todas as salas, mas sem dúvida as mais interessantes são as que tem as pinturas da coroação de D. Pedro II, do Grito da Independência de D. Pedro I, do traje majestático de D. Pedro II, das coroas de Pedro II e Pedro I, a pena usada para assinar a Lei Áurea e a própria Lei Áurea. Além disso, vimos muitas salas com móveis, quadros, porcelanas, berço, jóias e inúmeras coisas muito bonitas, demonstrando o quanto a família real brasileira vivia suntuosamente. Depois da visita almoçamos no self-service ao lado do Museu (comida boa e barata, R$ 14,90 por pessoa, sem peso) e fomos correndo ao Museu de Cera de Petrópolis (R$ 32,00 por pessoa), porque tínhamos marcado com a família da Rosa às 15h30. Vimos imagens de cera do Giberto Gil, Michel Jackson, Eslvis Presley, Pelé, Super-homem, E.T., Alfred Hitcok, Nelson Mandela, Lula e Dilma, Airton Sena, Guga e Albert Ainsten. Fizemos fotos e filmes. Logo que saímos, encontramos na rua com a Rosa, que estava sozinha, porque o pai dela ficou na casa dos pais dele. Fomos os três fazer a visita na fábrica da Bohemia (R$30,00 por pessoa), que já começa com uma degustação da cerveja. O passeio se inicia com a história da cerveja, que data da Mesopotâmia, acompanhada em painéis, passa por salas com os componentes da bebida em exposição (provei de vários deles, como cevada, lúpulo e outros), passa pela sala dos tanques usados na fabricação e termina com a prova do novo chopp da Boehmia, que tem o aroma da jabuticaba e teor alcóolico bem maior que a cerveja comum (6%). Tomei três copos. Depois que saímos, caminhamos até  casa dos pais do José Carlos e ele foi nos deixar de carro na casa dele, pois ficou combinado que sairíamos para jantar. Saímos, rodamos por três lugares onde ele queria ir, mas estavam todos fechados, até que voltamos para o centro e ficamos em um dos mais tradicionais restaurantes de Petrôrpolis, na Praça Pedro II, com mais de 100 anos de existência. Voltamos para casa e ficamos conversando até mais de meia noite.

 

Dias 63 e 64 - 5 e 6set2016 - Petrópolis (RJ) a Paraty (RJ) - 6.544Km dirigidos

 

Levantamos às 6h30, banhamos e tomamos café com a Ivone e o José Carlos, porque a Rosamarina tinha ido às 5h para o Rio. Ficamos conversando sobre a viagem e às 8h30 nos despedimos no estacionamento ao lado do prédio deles, onde deixei o carro (R$40,00), depois de mostrar o Piauyssauro para eles. Saímos (odômetro 32.525km) com a ajuda do GPS Maps.me pela BR040 (Rodovia Washington Luis), pista duplicadas e muito boas, mas com o mais caro pedágio até agora (R$12,60) e muitas, mas muitas subidas e descidas, além de um lindo visual – passamos inclusive por dois túneis na montanha, o do Papagaio e o do Ouriço -, até pegar a BR493 já próximo do Rio, no Arco Metropolitano. Chamaram a nossa atenção os milhares de postes nessa estrada, cada um deles com uma lâmpada e uma placa de energia solar. Eram postes que não se acabavam mais. A viagem foi tranquila e paramos só para almoçar uma comida cara (R$49,00 o Kg) e de qualidade duvidosa. Avançamos devagar, sob um céu escuro, passando por Angra dos Reis, até chegarmos em Paraty às 15h (odômetro 32.824km), na casa do Rafael, que ministra aulas de Ioga e meditação. Lá já estavam dois casais de Argentinos e Chilenos, que dividiram o espaço conosco. Ficamos em dois colchões de solteiro, com roupa de cama nova zerada. Saímos, comemos sanduíche com chocolate e suco, fizemos algumas comprar no supermercado e voltamos para dormir. No dia seguinte, terça-feira, 6 de setembro de 2016, após fazermos nosso café na cozinha da casa e nos arrumarmos, fomos de carro até o centro, que era bem perto, almoçamos em um bom self-service (R$39,00) e depois fomos caminhar pelo centro histórico, que impressiona pela sua beleza do casario colonial, pelo tamanho (o maior que vimos até agora) e pelo excelente estado de conservação. Fomos na Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, padroeira da cidade e a mais antiga, embora a construção que exista atualmente não seja a original (esta é 1846). Muito bonita e bem cuidada. Fizemos fotos e filmamos a igreja. Depois fomos até uma capelinha em frente à baía de Paraty, que pensei ser a igreja que serve de cartão postal da cidade. Mas chegamos a conclusão que não era aquela e seguimos para o cais, debaixo de um céu muito nublado e com clima frio, pela direita, até chegarmos em frente da Igreja de Santa Rita (1722), edificada pelos pardos libertos, esta sim o eterno cartão postal de Paraty. Fizemos as fotos clássicas, com a igreja ao fundo, depois entramos e vimos as belas imagens, peças sacras e móveis que abriga, pois hoje é o Museu de Arte Sacra de Paraty. Haviam vários seguranças armados, as peças de prata são guardadas em uma casa-forte, que fica com a porta aberta e uma grade separa os visitantes das peças. Pena que não são permitidas fotos ou filmagens. Voltamos a passear pelas ruelas, paramos para tomar sorvete e resolvemos voltar para a casa do Rafael, a fim de retornar ao centro a noite. Depois de nos alimentarmos, lá pelas 20h voltamos ao centro, fomos até uma feira de utilidades/popular, compramos inclusive um novo mono pod para celular, e vimos um show em um palco montado pelo SESC ao lado da Igreja de N. S. dos Remédios, pois está na semana das festas religiosas. Um grupo formado por um senhor bem idoso, tocando rabeca, um outro na percussão e uma senhora cantando ciranda, forró e outras músicas. Já era mais de meia-noite quando voltamos para a casa do Rafael. Na manhã seguinte, 7 de setembro, o dia amanheceu muito bonito, a ponto do americano que chegou depois de nós e está fazendo uma viagem de bicicleta pelo mundo ter nos cumprimentado com um “a beautiful day”, mas não demorou muito o tempo fechou. Por isso, decidimos não ir para praia e nem sair mais cedo para Trindade, conforme sugestão do José Carlos em Petrópolis, e ficamos usando a internet. Saímos para almoçar no mesmo self-service do dia anterior, voltamos, arrumamos nossas coisas e nos despedimos do Rafael, da Agostina (argentina que cuida da casa do Darhma), dos demais ocupantes, que também estavam todos de saída, fizemos uma foto com o Rafael e viajamos.

 

Dias 89 a 95 e 97 a 98 - 1 a 7out2016 e 09out2016 - Guarapuava (SP) a Foz do Iguaçu (PR) - 8.597Km dirigidos

 

Saímos de Guarapuava às 10h, seguindo as indicações do Waldir para chegar até a BR277, e depois de abastecer o Piauyssauro seguimos por uma rodovia de pista simples mas bem conservada. Chamou nossa atenção o grande número de áreas plantadas às margens da estrada, muito bonitas e formando um grande mosaico, às vezes verde, em outras apenas a terra já preparada ou recém plantada. Passamos por Laranjeiras do Sul, Cascavel, Céu Azul até pararmos para almoçar no restaurante italiano Castelletto, na saída de Matelândia (R$ 93,00). Seguimos e chegamos em Foz do Iguaçu às 16h40, quando paramos em frente ao Fórum Eleitoral, local combinado para encontrar com a Victória, sobrinha da Dita, e o esposo dela, o Abraão.O velocímetro do carro marcava 34.877 Km (8.597km percorridos desde Teresina). Fomos para a casa deles, ficamos conversando e depois saímos caminhando até um supermercado para  fazer compras. Voltamos, nos alimentamos, tomamos um vinho e fomos dormir. No dia seguinte, domingo,2/out/2016, ocorreu a eleição para prefeito e vereador, e por isso  fomos até o colégio onde a Victória e o Abraão votam e justificamos nossa ausência. Depois fomos até o restaurante Picanha na Pedra e almoçamos, para em seguida ir até o Parque Nacional das Cataratas do Iguaçu, onde fizemos o passeio (R$68,00). Passamos pelas passarelas e vimos de perto uma das sete maravilhas da natureza, um grande número de quedas de água, formando um belo espetáculo, especialmente a Garganta do Diabo, ponto mais forte das quedas, com grande quantidade de spray. Fizemos muitas fotos e filmamos aquele momento muito legal em nossa viagem. Depois fomos até Puerto Iguazu, na Argentina, e ficamos numa feirinha, tomamos uma cerveja Quilmes, para depois ir até o Shopping Puerto Iguazu, onde existe um Duty Free com grande número de marcas famosas e os preços, em dólares, são bastante salgados. Na segunda-feira, 3, ficamos em casa porque o tempo estava muito fechado, aproveitamos para descansar das últimas viagens, arrumar nossas coisas no carro e saímos apenas para comprar remédios e ir ao supermercado. No dia seguinte fomos ao médico e no Templo Budista, construído em 1996 por comunidades chinesas da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina. Ele impressiona por sua beleza e possui uma estátua de 7m de altura do Buda Sentado, além de 120 estátuas representando cada reencarnação de Buda.Claro, fizemos fotos e filmamos.

 

 

Dias 99 e 100 - 11 e 12out2016 - Foz do Iguaçu (PR) a Francisco Beltrão (PR) - 9.665Km dirigidos

 

Saímos de Foz do Iguaçu às 8h35, com o velocímetro do carro marcando 35.669Km e temperatura de 22oC. Paramos em um posto na saída da cidade, na BR272, abastecemos com 49,84l, ao preço de R$ 2,99 o litro, no total de R$ 149,02. Seguimos pela BR 272 duplicada e em excelente estado de conservação e passamos por Santa Teresinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu, Medianeira, Matelândia e Santa Teresa do Oeste. A chuva fraca que começou assim que saímos de Foz, e foi ficando cada vez mais forte, até que resolvemos para em Santa Teresa do Oeste para fazer um lanche  na Churrascaria Pasquale, muito boa e ampla, onde comemos um pão de queijo e tomamos café. A chuva ficou muito forte enquanto estávamos lá, mas diminuiu bastante depois, o que nos motivou a continuar. Com ajuda do Maps.ME, cruzamos a cidade, com um lago artificial que possui estrutura para caminhada, e logo pegamos a BR163, que estava com grande tráfego de caminhões, creio que por ser a ligação do oeste do PR com SC. A chuva voltou, às vezes fraca e às vezes forte. Seguimos por uma estrada com muitos remendos e até alguns buracos/asfalto solto, mas com frequente terceira pista. Muitas eram as áreas que se via da estrada com plantio recente de soja ou com trigo, de um dourado brilhante. Vieram Lindoeste, Santa Lúcia, Capitão Leônidas Marques, onde paramos para almoçar em um self servisse bem arrumado, Marmelândia, Realeza, Santa Isabel do Oeste e Ampére, até que chegamos em Francisco Beltrão às 14h35, com temperatura de 18,5oC e o velocímetro marcando 35.945Km (9.665 Km de viagem desde Teresina). O João apareceu na escada que dava acesso à casa assim que paramos o carro na rua, se apresentou e foi muito gentil. Ele mora no pavimento superior de uma casa de madeira, com acesso por escada lateral externa, com funcionamento de um salão de beleza e residência da dona da casa no térreo. Como o recuo da casa é grande, não tivemos dificuldade de guardar o carro no jardim. Na casa moram o João (de Curitiba), o Israel (de Vila Velha) e o Sávio (de São Paulo), que são estudantes universitário em Beltrão. Estava lá também a Bruna, namorada do Israel, que estuda em uma cidade vizinha. Ficamos conversando na mesa da cozinha, nos conhecendo e contando nossas histórias. Tomamos café e comemos pão. Mais tarde saímos para comer uns sanduíches gigantes numa lanchonete no centro da cidade. Voltamos e dormimos. No dia seguinte, feriado de 12/out, choveu o dia todo e ficamos em casa, sem frutas e pão, porque não compramos nada no dia anterior e tudo estava fechado. No final da tarde fomos em uma padaria e fizemos um lanche, que ficou como nosso e almoço e jantar do dia.