NÚMEROS...

 

8 AABB

8 campings

14 hoteis e pousadas

5 hostel

15 Cuchsurfing

1.808m maior altitude

(Morro da Igreja - Urubici-SC)

40°C maior tempertura (Teresina-PI)

-1ºC menor temperatura

(El Chalten, Argentina)

 

 

 

 

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Vulcão Villarrica

Pucon - Chile

Se a vida é uma viagem, quem viaja vive duas vezes!

 Marcelo e Dita pelo Mundo

Nosso projeto é realizar uma viagem em uma caminhonete Amarok, equipada com capota de fibra de vidro que possua local para dormir, munidos de passaporte, Permissão internacional para Dirigir (PID) e Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP). O pernoite ocorrerá na seguinte ordem de preferência: couchsurfing (rede social mundial de hospedagem gratuita), estacionamento das AABB - enquanto no Brasil e sem pagamento -, postos de combustíveis e outros locais que sejam seguros e que não cobrem a permanência do carro, ou em campings, hostels e hotéis.

 

No roteiro, durante três anos, visitaremos diferente países e priorizaremos aqueles que não exigem visto para brasileiros e nem o Carnet de Passagem em Douane (CPD) - espécie de 'passaporte' para o carro -, nos cinco continentes, com travessias oceânicas da América do Sul para a América Central, da América do Norte para a Europa, da Ásia para a Oceania e da Oceania para a América do Sul.

 

O início da viagem se deu em julho de 2016 e o retorno está previsto para outubro de 2019 (meses dos nossos aniversários), totalizando cerca de 100.000Km percorridos, com um desolcamento de aproximadamente 2.500Km por mês.

ONDE ESTAMOS

Atualizado em 13/05/2017

Comitán de Dominguez, México

313 dias de viagem

42.786 km Km percorridos

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PARCEIRO:

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Estamos conhecendo o mundo!

Se puder nos hospedar será uma grande troca de experiências.

Faça uma solicitação no Couchsurfing para Marcelo Freitas, State of Piaui, Brazil ou envie e-mail para marceloeditapelomundo@gmail.com!

Cem Dias Entre o Céu e a Estrada: 
Nossa Viagem até Agora

Para coincidir com meu aniversário de 51 anos, saímos de Teresina propositadamente no dia 5 de julho. Os primeiros quilômetros foram emocionantes, pois significaram a concretização de um sonho desejado por nós durante mais de três décadas, sendo o destino inicial Piripiri, onde cresci. Junto com nosso filho Fábio, aportamos no açude Caldeirão no final daquela tarde inesquecível, como tantas outras de minha infância e adolescência ou que na companhia de meus pais ali passamos. Lá, reencontramos meu irmão Alexandre e sua família, contamos nossos planos e demos boas risadas. Prosseguimos até o Ceará, e quando vimos já estava cruzada a primeira fronteira: São Benedito, terra natal da Dita, que invocou proteção para a longa jornada, reviu familiares e levou consigo a matriarca D. Lusia até Parnaíba, minha terra natal. Na Princesa do Delta, demos entrevista para a TV, nos despedimos da Elaine, irmã da Dita, e do Justino, esposo dela, de grandes amigos e vimos que a viagem não era mais só nossa, mas também de todos aqueles que tomaram conhecimento dela e que se imaginaram um dia percorrendo o mundo. Agora era “descer” o litoral do Brasil, a começar por Jeri, com sua Pedra Furada, a Duna do Por do Sol, a caminhada pelo Serrote, as pessoas bonitas e o Tião, com seu camping à beira da Lagoa do Paraíso, que proporcionou nossa primeira experiência de acampar no Piauyssauro, dali para a frente nosso carro-casa. Mas tínhamos que partir, pois combinamos com a Helena que Fortaleza era parada obrigatória e que ela junto conosco revisitaria Canoa Quebrada, suas falésias e o burburinho da Broadwaey. Veio então o Rio Grande do Norte com a primeira hospedagem das AABB, a praia de Jenipabu, o Forte dos Reis Magos e as praias de Pipa, onde acompanhamos o balé dos golfinhos, e do Amor, que forma um coração quando a onda encontra as areias. Nem dava para acreditar, de tão belas. Aí chegou João Pessoa, com sua Igreja-convento-museu de São Francisco, uma jóia tão rara e dourada do Barroco que jamais poderemos esquecer, e o simbolismo de conquistar a Ponta do Seixas, porção de terra mais oriental das Américas. Mas o ponto alto viria adiante, em Recife e Olinda, tanto por suas belezas como pela beleza das pessoas da AABB , pois Ilo e Madeiro não foram Presidente e Vice, foram amigos que nos hospedaram em seus corações enquanto conseguíamos o visto dos Estados Unidos na Embaixada. Em Maceió, na praia particular da AABB, beleza e imensidão; em Aracaju, chegar no dia do Festival do Caranguejo, e em Salvador, a impagável visita ao Pelourinho, antes de encerrar as terras nordestinas percorrendo o imenso litoral da Boa Terra, com paradas na Ilhéus da casa de Jorge Amado, do Bar Vesúvio – com direito a foto com o neto do “seu” Nacib – e no Bataclã, cabaré da Maria Machadão, imortalizados em “Gabriela Cravo e Canela”; nas primeiras terras pisadas por Pedro Álvares Cabral, tanto em Porto Seguro, Santa Cruz de Cabrália, Coroa Vermelha e Trancoso, assim como nas preservadas praias de Prado. Chegou a hora do Sudeste e da primeira experiência no Couchsurfing (CS), agora no Espírito Santo com o Diego e a Jennifer, que em São Mateus nos apresentaram a praia de Guriri e se tornaram novos amigos. Nova parada, desta feita na AABB Vitória, unida a Vila Velha por sua Terceira Ponte, magnífica, e o Convento da Penha, beleza e fé num só lugar. A cidade do Rio de Janeiro, conhecida nossa, não visitamos, já que decidimos evitar a multidão olímpica, mas Armação dos Búzios com sua vista de tirar o fôlego da pousada do argentino Nícholas, das Praias de Geribá e Ferradurinha, a região serrana, com a beleza da AABB Teresópolis e todas as atrações de Petrópolis, mais brilhantes ainda com a energia do CS emanada da Rosamarina – que nos acompanhou até na visita à cervejaria Bohemia – e da Ivone e do José Carlos, seus pais, assim como a inigualável Paraty, tão preservada que nos faz voltar no tempo em suas ruelas de pedra, onde também no CS fizemos mais um amigo, o Rafael, não podíamos deixar passar em branco. Logo adiante entramos em São Paulo, e nos deslumbramos com a Serra do Mar em Ubatuba: que legal ficar na casa da Atma e do Deymson - natureza pura, na encosta, com riacho correndo no quintal e participação em meditação budista. Mas era preciso ir na cidade grande resolver assuntos do carro, reformar a capota para enfrentar as baixas (e as altas) temperaturas que virão, então Poá (SP) foi a solução, graças à Danielli e ao Douglas, que nos apoiaram que nem irmãos, bem como seus pais, que nos receberam como filhos. Nova experiência com outros viajantes no CS lá também, pois o Rajiv (Singapura) e a Kristha (USA) rodam o mundo de bike e entramos nas histórias uns dos outros. Sem o carro demos um pulo em Sampa para reencontrar a Gemma, irmã da Dita, e seu cunhado Lourival, fomos no Mercadão Municipal, desbravamos mais uma vez a cosmopolita Avenida Paulista e fomos no cruzamento da Ipiranga com a São João, para lembrar Caetano. Hora de pegar a estrada de novo e passar rapidamente por Iguape, última cidade a visitar de São Paulo, na casa da Silmara, outro CS, com direito a experimentar a cachaça com cataia, uma planta da Ilha Comprida. Gosto diferente, parecido com Whisky. O Paraná estava adiante, mais precisamente Guarapuava, na casa do Waldir, Fabíola e do pequeno Lúcio, uma recepção no CS que não esqueceremos, assim como a vista do Salto São Francisco, com 196m a maior queda d'água da Região Sul. Rumo à Foz do Iguaçu, cidade mais ao oeste do estado, para encontrar com a Victória, sobrinha da Dita, e o Abraão, esposo dela, que nos receberam de forma explêndida. É difícil descrever a beleza estonteante das Cataratas do Iguaçu e da usina de Itaipu. O melhor mesmo é vê-las. Aí fizemos nossa primeira fronteira, com o Paraguai, para ir de carro até Assunção e conhecer o caos de sua periferia e a beleza de sua zona nobre, ciceroneados no CS internacional pelo educado Alejandro. Antes, é claro, fizemos uma visita à turbulenta Ciudad del Este e a Puerto Iguazu (Argentina), para marcar nossa presença na tríplice fronteira. Hoje estamos na última cidade do Paraná que visitaremos, Francisco Beltrão, na casa do João. Foram 100 dias inesquecíveis, lugares maravilhosos e pessoas que permanecerão para sempre nas nossas vidas. Viajar é isso!

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